Ele tinha sido o primeiro. E, por mais que se perguntassem porquê, o porquê dela lhe dar tanta importância, nunca saberiam.
Ele era frio. Ele era amargo. Ele era traiçoeiro. Vingativo. Egoísta. Odiável.
Ela não lhe dava razão. Donna sabia quando algo estava errado, sabia ver quando era o seu primeiro personagem a fazer asneira. Não podia fechar os olhos apenas por ter sido Alois o causador.
Mas dava-lhe poder. Não ralhava com ele por pequenos pormenores. Por pequenos deslizes que a maioria desaprovava. Porque, lá no fundo, gostava de o observar.
Tudo aquilo que tinha escrito estava agora ali, e ela gostava dele. Gostava do rapaz, apesar de, como pessoa, ele não ser tão bom assim.
Ele respeitava-a e isso era, por vezes, o suficiente. Ele ia ganhando, aos poucos, cada vez mais poder e respeito no orfanato.
Todos sabiam que o loiro tinha uma enorme perspicácia. E tinha Donna do seu lado.
E, num orfanato situado algures numa floresta relativamente perto de Londres, um rapazinho, de nome Alois, ia ficando conhecido. Conhecido e poderoso. Graças a Donna.
"Gostava do rapaz, apesar de, como pessoa, ele não ser tão bom assim"
ResponderEliminar...muitas vezes na vida nós vamos encontrar demasiadas pessoas que nos encantam e que nos fazem gostar delas, que têm uma personalidade horrível. Tenho a dizer que tenho gostado muito do que escreves, que apesar de ser tudo da tua imaginação e vicío pegado ao teu Alois, por vezes, retratas bem detalhes da vida real!
És uma fofa, Dani ♥
ResponderEliminarE, sim apesar de o meu vício pelo Alois ser eterno, separei desde o início o Alois Trancy, de Kuroshitsuji, do Alois Thive, meu personagem da Jewel Days. E sim, eles têm características em comum porque o Thive foi criado como fanpet do original. Mas é interessante ver que, à medida que o desenvolvo, encontro cada vez mais aspectos em que eles divergem.
Obrigada c: