segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Se ficares comigo, prometo ensinar-te montes de coisas



Ela não teve medo.
-Vem comigo, Donna.
Apenas curiosidade.
-Quero mostrar-te uma coisa.

Heshian pegou na pequena mão de Donna e caminhou com ela na direcção oposta à do labirinto.
Ele estava quente, mais quente do que ela. Donna estava a achar toda esta situação bastante estranho, mas nada disse, e não parou de andar.

Ele sorria. Um sorriso bonito, mas um tanto malicioso. Ele não tinha más intenções, mas era hábito seu sorrir maliciosamente. Ele sabia que, se quisesse, podia fazer tudo com ela. Mas Donna era um trabalho permanente. Se lhe fizesse mal agora, ela não voltaria a confiar nele. E não tinha coragem para pedir aos seus superiores para mudar de trabalho.

-Podes explicar-me o que fazes aqui? E que sítio estranho é este?

Heshian olhou para ela e, não dizendo nada, apressou o passo. Chegaram a um pequeno castelo. Ele abriu a porta com a mão livre e entraram. Ricamente decorado, embora com falta de arrumação. As teias de aranha e o pó acumulavam-se nos cantos.

-Desculpa lá o estado disto. Não tenho paciência alguma para arrumar e limpar.
-É, já reparei.

Perto de uma das janelas havia um assento de pedra, ainda um pouco alto. Heshian largou a mão de Donna, pegou-lhe ao colo e sentou-a nesse assento, que não parecia estar tão sujo como o resto da casa, possibilitando-a de olhar para o exterior da casa através da janela.

-Este estranho mundo é o mundo criado pelo teu subconsciente. Estás a sonhar, Donna, embora talvez não te apercebas. E eu? Eu sou um sonho.

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