Nunca lhe tinham dito que tocar piano não é fácil. Quando o velho piano chegou ao orfanato, Donna estava radiante. E, encantada pela música que tinha ouvido tocar quando era pequena, quis tentar. Jack deu-lhe permissão.
Donna prendeu o seu cabelo ruivo num rabo-de-cavalo e sorriu, pronta para experimentar.
Alois aguardava os resultados espreitando pela porta, em silêncio.
Donna prendeu o seu cabelo ruivo num rabo-de-cavalo e sorriu, pronta para experimentar.
Alois aguardava os resultados espreitando pela porta, em silêncio.
Pousou o seu delicado dedo numa tecla. Depois noutra. O som das notas quebrava o silêncio.
A timidez ia desaparecendo à medida que dedilhava o piano.
Parecia estar a adorar estar a fazer aquilo. Fingia estar a tocar a mais bela melodia de sempre. Sorria, ao ouvir as não-tão-belas notas.
Alois riu-se baixinho. Em tal momento, era-lhe impossível ser frio ou amargo. Donna parecia estar a adorar estar ali, embora não soubesse bem o que estava a fazer.
Donna parou, ao ouvi-lo rir-se. Voltou-se para trás para ver quem a estava a observar. A chuva batia com força nas enormes janelas do salão.
-Podes continuar. Estava a gostar.
-Tu, a gostar? Sei que não sei tocar, Alois, podes ir-te emb...
-Calma, não faço mal. Estava falar a sério, estava a gostar.
Ele aproximou-se dela e pousou as suas mãos nos ombros dela, baixando depois a cara para perto da dela e sussurrando-lhe ao ouvido:
-Estavas tão concentrada. Não tocas bem, mas estava a gostar de te ver. Era interessante se alguém te pudesse ensinar. Darias uma excelente aprendiz.
Donna baixou a cabeça para o piano e corou levemente.
-Eu gostava, mas acho que ninguém de cá sabe tocar.
Alois sentou-se num banco perto do piano, e fixou-a com um olhar triste. A chuva continuava a cair. O Inverno estava bastante rigoroso.
-Tu... sabes?
-Não.
A timidez ia desaparecendo à medida que dedilhava o piano.
Parecia estar a adorar estar a fazer aquilo. Fingia estar a tocar a mais bela melodia de sempre. Sorria, ao ouvir as não-tão-belas notas.
Alois riu-se baixinho. Em tal momento, era-lhe impossível ser frio ou amargo. Donna parecia estar a adorar estar ali, embora não soubesse bem o que estava a fazer.
Donna parou, ao ouvi-lo rir-se. Voltou-se para trás para ver quem a estava a observar. A chuva batia com força nas enormes janelas do salão.
-Podes continuar. Estava a gostar.
-Tu, a gostar? Sei que não sei tocar, Alois, podes ir-te emb...
-Calma, não faço mal. Estava falar a sério, estava a gostar.
Ele aproximou-se dela e pousou as suas mãos nos ombros dela, baixando depois a cara para perto da dela e sussurrando-lhe ao ouvido:
-Estavas tão concentrada. Não tocas bem, mas estava a gostar de te ver. Era interessante se alguém te pudesse ensinar. Darias uma excelente aprendiz.
Donna baixou a cabeça para o piano e corou levemente.
-Eu gostava, mas acho que ninguém de cá sabe tocar.
Alois sentou-se num banco perto do piano, e fixou-a com um olhar triste. A chuva continuava a cair. O Inverno estava bastante rigoroso.
-Tu... sabes?
-Não.
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