Jack sabia que Waliay estava muito contente por estar ali. Sabia também que o orfanato não era o lugar ideal, sabia que ela preferia a liberdade, sabia que ela preferia trabalhar, viver sozinha e não dar problemas a ninguém.
Mas o "não ser tratada como órfã" era muito importante para ela e devia isso a Jack.
Por mais que ela não dissesse nada a respeito, Jack sabia que ela se sentia agradecida.
-Queres... queres ajuda? -perguntou ela, ao espreitar para escritório.
Jack ajeitou-se na cadeira e olhou para ela.
-Ouvi-te resmungar quando passava pelo corredor. Parecias exaltado, e como tens sempre tanto trabalho... -explicou-se Waliay, entrando e sentando-se na cadeira à frente da secretária.
Ele sorriu. Era verdade. Jack trabalhava demais, estava sempre rodeado de papéis, documentos e ficheiros. Isso deixava-o sempre um pouco nervoso. Mas não queria a ajuda dela, não era preciso.
-Não, Lian, obrigado. Mas podes fazer-me companhia, se quiseres.
Lian.
-E, ah, desculpa. Posso chamar-te Lian? É uma alcunha tão simpática!
Waliay corou. Aquilo fez o seu dia.
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